Essa insegurança varia de pessoa
a pessoa. Temos desde uma pequena ansiedade, passando por palpitações,
sudorese, tremores até sensações físicas mais fortes, como por exemplo, urticárias,
e em alguns casos, chegando a quedas bruscas de pressão e desmaios.
Muitas pessoas me procuram
pedindo ajuda para combater sua timidez excessiva e quando inicio o trabalho,
ainda na fase da entrevista, muitas vezes percebo que a autoimagem que fazem de
si próprios é muito mais complexa do que como realmente são.
Durante as sessões, é claramente
perceptível, como essas pessoas se desenvolvem e progridem em suas pequenas
apresentações, chegando a ficar surpresas ao se depararem com suas imagens nos
vídeos das filmagens.
Mas por que isso acontece? O que
leva as pessoas a ter uma autoimagem tão distorcida de sua imagem real?
A resposta, na maioria dos casos,
é a falta de autoconhecimento. E como essa palavrinha é mágica! Parece simples,
mas requer um processo de descobertas e, principalmente, uma franca disposição
a mudanças. E, como sabemos mudar não é fácil. Sairmos de nossa zona de
conforto, para irmos a uma zona de confronto e ainda com nós mesmos, é preciso
coragem, perseverança e muita fé em nosso potencial.
Então, o primeiro passo é
justamente olharmos para nós sem as máscaras. Enxergarmos, sem medo, o que
ainda temos a desenvolver. Particularmente, não gosto de usar o termo: pontos
fracos. Prefiro pontos a desenvolver. Tudo é uma questão de como nos habituamos
a usar e a interpretar as palavras em nossa vida.
Já lá antiguidade, grandes
filósofos pregavam a importância do autoconhecimento. Toda a mensagem de
Sócrates é voltada à máxima escrita na entrada do templo de Delfos: “Conhece-te
a ti mesmo”. Somente conhecendo profundamente nossas verdades, sem medos, podemos
modificar nossa relação conosco e, assim, modificarmos nossos hábitos e
atitudes que nos limitam.
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